
Quero esquecê-lo, mas não me esforço para isso.
O amor me resgatou da mais absoluta inocência e me estirou em braços perversos, beijos doces, porem improváveis, palavras ditas e não sentidas.
O que me restou foi o lamento, doei meu amor em troca de migalhas, meus beijos em troca de sensações vividas, abraços carinhosos para receber desejo. Especializei-me em caricias para sentir o desejo e querer sempre mais,( e recebi o nada), o que estava o tempo todo na minha frente e só eu não percebi.
Labirinto de amor se esconde em meu peito me transformando em uma pessoa iludida que sem perspectiva tem medo de se arriscar e se decepcionar.
Tenho medo de encarar o futuro como se ele não fosse me favorecer em algum aspecto. O presente é o improvável.
Queria mergulhar no infinito onde somente você fosse morador e queria permanecer lá por algum tempo, aonde meu amor seria o suficiente para você, aonde você pudesse transmitir a mim todo o carinho que te faço sentir.
Tudo o que sinto existe porque você me faz sentir, assim eu não sei o significado do amor, mas sei que o que sinto vai alem do meu querer, alem dos meus pensamentos, alem da força que faço para não sentir.
Sinto a felicidade transbordar dentro de mim a ponto de me faltar o ar, sinto o frio congelar meu sangue, somente meu coração consegue se expressar. Neste momento tenho medo de você me abraçar e sentir minha fraqueza, desejo seus abraços, mas algo me faz resistir.
Desejo ser dona e a única em seus pensamentos, desejo que sua mente só consiga descansar quando eu te embalar em meus braços, te afagar com meus beijos, fazer você ir ao céu apenas com um leve sussurrar.
Queria te dominar, te seduzir ao extremo, como gostaria de sentir sua mão me aprisionar, seus beijos de mel me explorar, quero tê-lo em meus braços, quero me entregar de corpo, alma e coração a você.
Queria conseguir jogar fora as cinzas que você deixou.
27/07/07
Nenhum comentário:
Postar um comentário